Um Coração em Dois Lugares
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Com receio de que a sua irmã (e talvez ela própria) possa perder de vista a sua identidade vietnamita, Bom, de doze anos, escreve um memoir poético para ajudar ambas a recordar — uma carta de amor em verso à irmandade e aos lugares que deixamos para trás.
Com receio de que a sua irmã (e talvez ela própria) possa perder de vista a sua identidade vietnamita, Bom, de doze anos, escreve um memoir poético para ajudar ambas a recordar — uma carta de amor em verso à irmandade e aos lugares que deixamos para trás.
Bom não consegue acreditar que a sua irmã não se vê como vietnamita, apenas americana. Ela diz que não se lembra do Vietname nem das suas vidas lá, da sua família lá, da sua casa e amigos. Como é que a sua irmã poderia esquecer a terrível viagem por Saigão e os aviões e... tudo?
E quanto à Bom? Ela lembra-se agora, mas por quanto tempo guardará as suas memórias? Ela sempre encontrou conforto no som da máquina de escrever do seu pai Clickity-clack, clickity-clack. Então, teve uma ideia. Vai escrever tudo o que consegue lembrar: a época em que o seu pai era espião, quando a sua mãe era apelidada de "rádio", quando estavam tão famintos que Bom mal conseguia andar, quando a família se despediu.
Bom vai até contar à sua irmã, e a si mesma, como foi mudar-se para o Tennessee. As aulas de ESL, os bullyings, as comidas estranhas, o tempo gelado, as amizades e as paixões — e como a sua família trabalhou para manter a sua herança viva.
Vai escrever um poema de cada vez, até que nunca mais se esqueçam.









